Um nanômetro pode ser representado pela bilionésima parte de um metro, ou 10-9 e a nanotecnologia é a capacidade de manipular materiais até o limite do átomo. Em sua essência, a nanotecnologia consiste na habilidade de manipular a matéria na escala atômica para criar estruturas com uma organização molecular diferenciada. Seria algo como montar uma molécula do jeito desejado, utilizando átomos como peças fundamentais. Pela reduzida escala em que atua, esta tecnologia pode sintetizar a matéria da forma que for mais adequada à utilização que se espera que esta matéria tenha. Modifica-se o arranjo de átomos e moléculas visando-se um produto final mais resistente, mais barato, mais leve, mais preciso e mais adequado.
Isso significa que para início de conversa estamos falando de uma tecnologia praticamente invisível a olho nu. Também não adianta pegar uma lupa que você não vai enxergar. Acredite ou não, já existem linhas de produção em funcionamento em várias partes do mundo para a produção de componentes nanotecnológicos. A gigante Intel - maior fabricante de processadores do mundo - já está brincando com isso e acaba de desenvolver um processador de 45 nanômetros apenas para provar que é capaz de fabricar componentes nessa ordem de grandeza apesar de ter sido apenas uma experiência e ainda não ter data prevista para fabricação em escala.
A nanotecnologia veio para ficar, afinal ela vai revolucionar o mundo e principalmente a biomedicina / biotecnologia. A Ciência e a tecnologia das nanoestruturas é uma área interdisciplinar de intensa pesquisa no mundo inteiro. Principalmente nos últimos anos, após a comunidade científica perceber que através da nanomanufatura poder-se-ia obter materiais e dispositivos com características e utilizações completamente novas, é que a pesquisa cresceu enormemente. Esse aumento nos gastos governamentais e privados com a pesquisa tem um motivo claro. O impacto econômico e nos modos produtivos esperado através da utilização da nanotecnologia é imenso. Imagine ligas 50 vezes mais resistente que o aço, supercomputadores do tamanho de uma caixa de fósforos, supercondutores, nanomáquinas que injetadas no corpo humano combatam doenças, turbinas super eficientes e econômicas e até mesmo tintas que mudam de cor conforme o ambiente a que estão expostas.
Outro exemplo é a capacidade de armazenamento e processamento que a nanotecnologia irá trazer. Buracos num compact disc formam a linguagem binária, um simples átomo e sua auséncia construiriam a mesma linguagem numa nanoamostra. Será possível com isso armazenar a obra completa do dramaturgo inglês William Shakespeare numa superficie menor do que 0,2 milímetros.
A quantidade de utilidades e benefícios que a nanotecnologia pode e um dia irá trazer, é inimaginável e absurda. É algo tão dificil de prever quanto o dia em que bush vai pegar o bin laden. Não é brincadeira: é nanomagnetismo, nanodispositivos, nanobiotecnologia, nanoredes, nanopartículas, nanofibras, nanotubos e por aí vai...
Apesar de estar criando muita polêmica por ainda não se saber o que a nanotecnologia poderá causar à nossa saúde e ao meio ambiente, pesquisadores concordam que o crescimento desse mercado é irreversível.
Se fôssemos comentar sobre todos os aspectos inerentes à nanotecnologia, nem tão cedo eu terminaria esse artigo e você provavelmente também não teria tanta paciência de lê-lo. Acho melhor parar por aqui... se tiver alguma dúvida entre em contato.
Marcelo Szeer - marcelo@viatec.com.br
Formado em Gestão de Ambientes Internet na Estacio de Sá - Rio de Janeiro. Já ministrou a convite das maiores faculdades do Rio de Janeiro diversas palestras sobre Tecnologia aplicada aos negócios. Possui em seu currículo dezenas de experiências em projetos internacionais já tendo atuado como consultor e gerente de projetos para diversas empresas Multinacionais, incluindo instituições financeiras (bancos). Atualmente é Diretor de Negócios da ViaNet Telecomunicações & Internet (http://www.vianet.com.br ).